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Fundador e História

Fundador e História

 

 

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Vasco Maria Eugénio de Almeida

Vasco Maria Eugénio de Almeida nasceu no dia 30 de Agosto de 1913. Estudou no Instituto Superior de Agronomia, onde concluiu a sua formação em 1936. Morreu em Lisboa a 11 de Agosto de 1975.
Personalidade de fortes convicções cristãs e humanistas, vocacionada para a filantropia e o mecenato, sensível às preocupações educativas e sociais, cedo colocou a sua fortuna ao serviço das pessoas de Évora e da sua região.
De entre as inúmeras obras que realizou destacam-se, pela sua importância e impacto, a reconstrução e recriação do Convento da Cartuxa e a criação do ISESE - Instituto Superior Económico e Social de Évora, precursor da restauração do ensino universitário nesta cidade.
Apoiou também a criação do Hospital do Patrocínio, de um bairro social, do aeródromo municipal, e diversas instituições de cariz assistencial em Évora.
A sua ação estendeu-se igualmente a Lisboa, onde dirigiu, remodelou e ajudou financeiramente o Asilo D. Pedro V, tendo ainda viabilizado a utilização do Parque de Santa Gertrudes para a primeira realização, em 1943, da Feira Popular de Lisboa, cujas receitas reverteram a favor da Colónia Balnear Infantil de "O Século".
Dedicou particular atenção à salvaguarda e preservação do património, pelo que procedeu à reconstrução cuidada e meticulosa dos edifícios históricos do seu património, e que hoje integram o acervo da Fundação Eugénio de Almeida.
O seu interesse pela causa da cultura levou-o igualmente a atribuir donativos a diversas instituições da cidade ligadas à música e ao teatro.
No início da década de 60, Vasco Maria Eugénio de Almeida transforma um projeto pessoal de serviço aos outros num projeto institucional perene, e cria a Fundação Eugénio de Almeida, à qual deixa um legado de valores, uma missão e os meios para a realizar em plenitude.

 

 

 

 

 

História

 

 

 

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A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. Os seus Estatutos foram redigidos por Vasco Maria Eugénio de Almeida, que a criou em 1963.
 
A primeira fase da vida da Fundação foi marcada pela personalidade desse grande mecenas e filantropo, que assegurou a direção efetiva da Instituição até à sua morte, em 1975.

Os objetivos que lhe estão estatutariamente consignados materializaram-se, nesse período, na recriação do Convento da Cartuxa como centro de vida espiritual, na construção do Oratório de S. José orientado para a formação escolar e profissional de milhares de crianças e na criação, em 1964, e manutenção, em colaboração com a Companhia de Jesus, do ISESE - Instituto Superior Económico e Social de Évora que iniciou a restauração da Universidade de Évora e formou centenas de quadros e altos dirigentes de administração pública e privada.

A partir da década de 80 do século XX, após a devolução dos bens expropriados no período da Reforma Agrária, a Fundação iniciou uma fase de relançamento patrimonial e criou uma exploração agropecuária e industrial de referência que visa garantir a autossustentabilidade económica da Instituição e a prossecução dos seus fins, contribuindo ainda para a promoção do desenvolvimento económico e social da região. Neste projeto destaca-se a vitivinicultura e a oleicultura, atividades das quais resultam os vinhos produzidos na Adega Cartuxa, entre os quais os emblemáticos Pêra-Manca e Cartuxa, e os azeites produzidos no Lagar Cartuxa.

A consolidação económica e financeira da Fundação permitiu-lhe iniciar, em 2001, uma nova etapa de desenvolvimento de projetos próprios no campo da Missão, para além do reforço da distribuição de subsídios e apoios por um leque diversificado de instituições culturais e sociais da Região.

Ao longo dos anos, a Fundação tem oferecido uma programação regular de iniciativas em torno da divulgação da arte contemporânea e da música, da promoção do conhecimento, da reflexão e do debate de ideias, e da formação. A preservação e valorização do Património, bem como a qualificação do Voluntariado têm sido áreas preferenciais do trabalho da Fundação ao serviço da comunidade.

Cinquenta e dois anos após a sua criação, a Fundação dá seguimento à obra do seu Instituidor, constituindo-se como um elemento proactivo de convergência e congregação de esforços para o desenvolvimento da região de Évora.